Como eu odeio aeroportos, cheios e zonados. Ter que fazer o check-in e depois esperar ainda para entrar no avião. Mas para mim está tudo bem, porque eu vou para Paris, junto do meu amor. Soa muito romântico, não?
Nós fomos de primeira classe, muito espaçoso e confortável. David durante todo o vôo segurou minha mão, porque era extremamente difícil e delicada a minha situação. Imagine uma criancinha na frente de uma loja repleta de balas, pirulitos, chocolate, dá até água na boca; era basicamente isso o que eu estava sentindo, mas de um modo mais violento e selvagem.
Começava a ser um pouco chato e totalmente importuno, as aeromoças olhando para David, totalmente deslumbradas e praticamente babando por ele. Vinham oferecer comida toda hora, cobertor, fones; até que então eu tomei uma atitude. Soltei meu cinto e sentei no colo de David (ainda bem que todos estavam dormindo, menos as aeromoças.), e tasquei um profundo e delicioso beijo. Era preciso mostrar para as invejosas, que ele era meu homem.
Os pensamentos delas borbulhavam de inveja, porque eu que estava beijando o esbelto homem não elas. Fazer o que, na vida uns ganham outros perdem.
Acomodei-me nos Braços do meu lindo bebe, e sussurrei algumas palavrinhas que comovem muito.
-Eu te amo. -disse em uma voz fraca e suave.
David me deu um profundo beijo, como nunca tinha dado antes. Olhou em meus olhos e pronunciou alto e claro:
-Meu amor, eu te amo até o ultimo dia da minha vida.
Para não estragar o momento, fiquei nos braços dele, até que peguei no sono, tão profundo que não sonhei com nada.
Ouvi alguém me chamando, parecia a voz de um anjo, me chamando para ir ao Paraíso. Abri os olhos e era meu anjo particular. David. Abri um enorme sorriso brilhante.
-Bom dia amor.
-Bom dia minha flor. - aquilo soou tão lindo.
Fomos pegar nossas malas na esteira, e depois saímos. Haviam tantas pessoas com plaquinhas na mão, dizendo nomes estranhos. Mas nenhuma das placas continham nossos nomes, o que eu achei plenamente estranha, já que Mabelle tinha falado para nós que tinham alguém a nossa espera.
Por trás de toda aquela multidão, tinha uma mulher maravilhosa. Ela estava vestida com uma calça preta e uma blusa cinza; por cima de tudo um casaco preto e uma bota de couro. Seus olhos eram profundos como a escuridão, posso dizer que me arrepiou. David parecia estar petrificado. Claro que eu dei uma enorme cotovelada nele, para acordar, sempre é bom.
-Aii. –disse ele com dor.
-Você bem que mereceu meu bem.
A magnífica mulher se aproximou de nós, e pude sentir seu cheiro. Ela era um vampiro. David parecia saber também, mas se ele não fez nada, era melhor eu não fazer.
A morena chegou mais perto, olhando fixamente para nós. Sua mão levantou para nos cumprimentar gentilmente.
-Oi, meu nome é Sophie. Eu sou amiga da Mabelle e do Valentino. - ele disse ainda estendendo a mão.
-Olá sou David, prazer. –ele estendeu a mão e agarrou a mão dela.
-Prazer. - por finalmente eles soltaram a mão. - Eu vou levá-los ao hotel e depois vocês virão comigo á boate. Sigam-me.
Seguimos Sophie até o estacionamento. Obviamente o carro dela era um carrão de puro luxo. Nada mais que nada menos, uma Chrysler 300c preta. Realmente era de dar água na boca.
Seguimos pelas ruas maravilhosas. Vi tantas marcas famosas nas lojas de rua, com certeza iria passar em uma delas. De longe avistei a torre Eiffel, tão linda e tão maravilhosa. Pude ver que eu era a única surpresa, porque os outros estavam tão calmos e sérios.
Paramos em frente de um hotel enorme, chamado HÔTEL SEZZ. Haviam muitas sacadas, com varias flores escravas no mármore bege. Dentro era ainda mais magnífico e deslumbrante, com paredes brancas com quadros pregados nelas; em muitas paredes tinham vidros em vez de cimento. Eu, David e Lilian sentamos em um sofá vermelho, enquanto Sophie falava com a recepcionista em francês.
Fomos levados ao nosso quartos. Eu ficaria com David em um quarto e pela sorte de Lilian, ficaria só com um para ela. Sortuda. Porque se ela ficasse no mesmo quarto que nós, coitada dela. Nossos quartos era um do lado do outro. Antes de entramos nos quartos Sophie falou:
- Daqui duas horas, uma limusine irá pegar vocês. Se arrumem para a noite, porque ela vai ser longa.
Balançamos a cabeça e então ela se foi. Já disse como ela é seca? Trata-nos como ela fosse À superior. Talvez ela seja.
Quando eu abri a porta do quarto, minha boca caiu no chão. Tinha uma cama no centro do quarto, atrás da cama tinha um armário bege enorme; do lado oposto do armário, tinha o banheiro que era ainda melhor, com portas de vidro possibilitando ver o banheiro do quarto. O que eu achei mais incrível foi a banheira, que era extremamente enorme e perfeita. E uma coisa útil que não se pode esquecer a TV, que era de plasma. Da janela tinha uma belíssima vista para a torre Eiffel. O que podia ser melhor, eu estou em Paris com meu amor. Antes minha vida era entediante, agora ela parece um filme romântico.
Uma festa, quanto tempo eu não vou a uma. Abri minha mala, e tirei um vestido preto tomara que caia, com uma faixa vermelha na cintura. Os sapatos eram de verniz, vermelhos como a maçã da branca de neve. David tirou da mala, uma calça jeans e uma blusa pólo, muito estiloso meu bebe
-Você vai ficar um gato nisso meu amor.
-É eu sei. - disse convencido como sempre
David tirou um caixinha da sua mala, ela era fechada por um laço dourado. Ele se aproximou de mim com elas nas mãos. Meus pensamentos ficaram confusos, mas pretendi apagá-los, para David não tentar lê-los.
-Te dou isso, para que cada dia que você olhe para ele, você lembre que meu amor a cada dia cresce por você.
Dei-lhe um grande beijo. Nunca ele tinha me dito tão lindas palavras como essa. Meu amor por ele crescia a cada dia, e iria crescer até o infinito.
Quando separei meus lábios do dele, David me entregou a pequena e preciosa caixinha preta. Abri-a com o maior cuida que pude, porque um deslize iria esmagá-la em mil pedacinhos. Dentro dela havia uma rosa de ouro, perfeitamente esculpida e detalhada.
-Eu simplesmente amei. -disse.
Ele colocou em meu pescoço delicadamente. Seus lábios roçavam em meu pescoço. Isso era totalmente sacanagem, assim minha greve não iria durar nada.
-Que tal agente tomar banho naquela enorme banheira?- disse David.
Tomar ou não tomar, eis a questão. Que dúvida cruel paira em meus pensamentos. Claro, o que eu tenho a perder?
-Claro meu amor.
Ele me pegou no colo e levou- me ao banheiro. Tirei minhas roupas enquanto ele tirava as suas. Ele olhava fantasiado para mim.
-Já te disse como você é gostosa? –disse ele passando a língua pelos lábios.
-Não precisa dizer, eu sei que eu sou. - disse convencida que nem ele.
Liguei a água da banheira entrei. David voltou para quarto e pegou o telefone e começou a falar com alguém.
Afundei-me no pouco de água que tinha, esperando David voltar. Cinco demorados minutos depois ele voltou, com uma garrafa na mão.
-Como você conseguiu sangue?
-Tenho meus contatos.
Ele entrou na banheira junto comigo. Bebi vários goles de uma vez, era tão gostoso aquele liquido descendo por minha garganta. Quase bebi a garrafa inteira, mas lembrei que David também precisava beber.
-Sabe querida, lembra daquela greve idiota. - ele começou a subir as mãos para minhas costas. - Eu acho que devemos aboli-la. - disse me beijando.
Que se dane a greve, essa regra maldita que eu criei. Vamos quebrar as regras, porque o errado sempre é mais gostoso, como é.
Seus lábios desceram para meu pescoço, dando pequenas mordidas, até que uma foi bem forte. Ao mesmo tempo da dor, vinha uma sensação de puro prazer, que me deixou completamente em outro mundo. Senti seu membro me penetrando vorazmente. Aquela sensação era a melhor que eu senti em toda minha vida. Ambos soltávamos gemidos de puro prazer. Chegamos ao ápice juntos.
Tomamos banho juntos, aproveitando o resto do tempo que nos restava antes da festa. Definitivamente aquele foi o melhor e mais prazeroso sexo que eu tinha tido na minha vida.
Enrolei-me em uma toalha branca, que estava pendurada do lado da banheira. Enquanto David permanecia dentro da banheira, eu me troquei, colocando meu charmoso vestido. Maquiagem não era necessário, porque beleza era o que não faltava em mim.
Quando David saiu da banheira, fiquei fitando ele, vendo cada músculo desenvolvido, e posso dizer que ele é bem dotado, é bem grande o instrumento dele.
-Meu deus, você está linda, uma deusa. -disse ele me dando um beijo na testa.
-Obrigada. Agora comece a se trocar, se não vamos nos atrasar.
David colocou sua roupa, que caiu como uma luva nele. Aquele seu perfeito cabelo bagunçado, mesclado de mechas castanhas claros com um puro preto. Seus olhos azuis, a minha imensidão azul particular.
-Meu amor, você também não esta de se jogar fora.
-É eu sei que eu sou lindo, não precisa ficar levantando meu ego.
-Exibido. - virei de costas
-Mas mesmo assim você me ama. -disse me agarrando por trás.
-Sim querido.
Saímos de mãos dadas pelo corredor do hotel, até chegar ao quarto de Lilian. Pude ouvir mais de uma voz no quarto, uma voz de homem. O que será que ela estaria aprontando. Bati na porta suavemente, para não acordar o hotel inteiro. Segundos depois ela veio abrir a porta. Somente com a cabeça na abertura da porta ela falou:
-Só um minuto, vou pegar minhas coisas.
Exatamente cinco minutos depois ela apareceu na porta, extremamente elegante com seu vestido rosa, com sandálias pretas. Ao seu lado, ela era acompanhada por um homem esbelto. Seus cabelos eram cacheados e ruivos, uma estranha e perfeita combinação. Robusto com seus músculos aparecendo pelas curtas mangas de sua pólo. Pude perceber por seu particular cheiro, que ele era um de nós.
-Quanto tempo Jesse. - disse David cumprimentando o homem. Eles pareciam ser amigos de longa data.
-Vocês já se conhecem?- perguntei curiosa.
-Jesse é um velho amigo, que me salvou da escuridão. Eu devo muito a ele. Sempre foi meu companheiro de caçada.
-Bons tempos aqueles.
-Sim meu caro.
Os dois começaram a conversar, feito duas crianças. Era tão bonito ver David sorrindo com seu velho amigo. Eu e Lilian nos afastamos dos rapazes, deixando eles entrarem no elevador primeiro.
-Vocês não vem? - perguntaram os dois em uníssono.
-Vão primeiro, nós já descemos.
-Mulheres. - disse David. - Sempre fofocando.
Os dois desceram pelo elevador, enquanto esperávamos. Virei para Lilian e levantei a sobrancelha.
-O que você quer saber?
-Você sente algo por ele?- perguntei. Seus olinhos meio que brilharam ao ouvir essa pergunta.
-Eu venho me comunicando com ele há alguns anos. E foi uma coisa muito boa vir pra cá, porque eu sabia que ele estava aqui. Ele estava me contando, que talvez ele volte conosco para a Inglaterra.
-Que bom. Eu só quero que você esteja feliz.
-Eu estou.
O elevador chegou e entramos nele. Dentro tocava aquela musica clichê que sempre toca em elevadores. Os meninos nos esperavam do lado de fora do Hotel, na frente da enorme limusine. Fiquei completamente feliz ao entrar nela, além de ser linda e maravilhosa por dentro, era minha primeira vez dentro de uma.
Dentro de uma caixa de isopor vermelha, contendo duas garrafas de sangue dentro delas. Amarrado ao cano da garrafa tinha um cartão preto, escrito com uma bonita caligrafia.
Queridos amigos,
Essas duas garrafas são meu presente de boas vindas para vocês. Aproveitem
Sophie L
Colocamos o líquido em taças e bebemos a vontade. Sophie tinha acertado em cheio nos dando essas garrafas, porque não seria bom matar alguém na boate.
De longe pude ouvir o barulho da boate. Havia uma fila extremamente grande na entrada, mulheres e homens muito bonitos. O nome estava escrito em um néon vermelho: JUST BLOOD. Meio hilário não? Realmente era um boate de vampiros.
Saímos do carro, e todos os olhinhos humanos nos olharam, parecia que nós brilhávamos. Sophie nos esperava na porta, com um tubo preto e uma sandália preta, com uma enorme rosa. Ela estava essencialmente linda.
-Boa noite. –disse ele em um tom de voz agradável.- Jesse como você vai? Não sabia que você estava em Paris.
-Eu vou ótimo obrigado. Eu cheguei há alguns dias para resolver alguns negócios na cidade.
-Bom, sejam bem vindos a Just blood. – ela disse nos entregando umas pulseiras pretas, com varias gotinhas vermelhas. Não sei como os humanos não perceberam um bando de cabeças ocas.
‘’É agora que a noite começa’’ pensou David.
‘’A noite é uma criança’’
Entramos na boate, completamente lotada, sendo eufórico e sufocante. Segurei no braço de David, enquanto Lilian e Jesse sumiam pela multidão. A musica que tocava, tinha uma batida boa, e animadora. Puxei David pra dançar. Virei de costas e ele me agarrou por trás. Ficamos acompanhando o ritmo da musica com nossos corpos, intercalados por beijos. Estar naquele êxtase com ele era uma coisa nova, totalmente boa.
‘’Você está me deixando louco por você’’
‘’Essa é a intenção’’ porque sempre é bom matar alguém de prazer.
Segurei em suas mãos e o levei para área VIP, que se encontrava atrás de uma porta dourada. Só ouvia pensamentos das pessoas invejosas.
‘’Como essa vadia e o bonitão conseguem entrar na área vip? Era eu que deveria acompanhá-lo’’
‘’Que gostosa aquela mulher, se não tivesse aquele cara com ela pegava fácil’’
Pensamentos completamente ridículos. Nem nos seus sonhos garoto que eu trocaria um deus por um simples humano.
Passamos pela porta dourada, seguindo por uma escada que levava há uma sala, com o ambiente completamente diferente. Dentro tocava uma música mais suave, com um cheiro de humanos, mas misturados com de vampiros. Havia um uma janela, que dava para observar as pessoas na pista. Em um sofá havia várias mulheres em cima de um homem, e assim acontecia em todos os sofás da sala. Havia um bar, com muitas garrafas vermelhas, que corri para pegar uma taça.
-Boa noite senhorita. Nem precisa falar porque eu sei o que você quer.- ele encheu duas taças de sangue.- Aqui está, por conta da casa.- entregando para mim e para David.
Encontramos um sofá vazio, e graças a deus sem nenhuma humana idiota pra atrapalhar. Deitei nos braços de David , enquanto aproveitava meu manjar dos deus (depende do ponto de vista).
A música começou a ficar entediante, por mais que eu gostasse de sangue, eu tinha bebido tanto sangue, se eu tivesse bebido álcool eu estaria de pileque agora. Parecia que David não estava muito feliz também, logo mandei um pensamento.
‘’Amor, você acha que podemos ir embora? ‘’
‘’Vou para onde quiser’’
Descemos a escada e voltamos para a multidão. Avistamos Lilian e Jesse dançando calorosamente, rolava muita química entre eles. Eles nos viram, e acho que se Lilian pudesse corar, ela estaria agora.
-Gente estamos indo embora.
-Ah porque? Fiquem mais um pouco.- disse Lilian entusiasmada.
-Por hoje chega.- disse David.- Nos vemos no hotel.
-Tchau cara.-disse Jesse , dando uma braço em David.- Tchau Sarah.- me beijou na bochecha.
-Tchau pessoal.
Nos afastamos deles, e fomos para a saída. Lá fora ainda havia uma enorme fila, dobrando o quarteirão. Nós afastamos da movimentação, porque eu sabia o que David queria, apostar uma corrida.
-Amor, quando eu contar já, agente começa a correr.
-Ok minha bonequinha.
-Você anda muito meloso.- ele olhou com uma cara pra mim.- Desculpe, só disse a verdade.
-Ta bom gata.
-Um, dois, três e.- antes que eu pudesse pronunciar o J, apareceu um vulto em nossa frente. Era um homem, com cabelos até o ombro, com olhos azuis com o olhar de arrepiar. Ele se vestia estranho, como se estivesse em outro tempo.
-Quanto tempo meu caro David.- disse o homem em uma voz sombria.- Pelo visto você cortou seu cabelo.
-Vamos.- disse David me puxando pelo braço.
-Você faz isso com seu amigo? Foge dele?
-Você não é mais meu amigo.
-Vocês se conhecem?.- amigos? Ele e David não pareciam em nada.
-Infelizmente conheço. Jay faz parte da minha vida sombria, que eu já esqueci.
-Que parte?.- ele escondeu algo de mim?
-Você não contou pra ela? Quanta confiança ele tem em você.
-Já disse, eu esqueci a parte inútil da minha vida.
-Eu adoro lembrar os velhos tempos, que tal caçarmos algumas mulheres por ai.
-Vê se me esquece. - gritou David.
-Você e sua família, irão pagar caro por não vender a boate para mim. E você irá pagar mais caro, me espere.- e até para meus olhos Jay foi rápido,rápido como o vento.
Ficamos parados, um de costas para o outro. Porque ele nunca tinha me contado? Eu fazia parte da vida dele e eu gostaria que ele compartilhasse as coisas comigo. Antes que ele pudesse dizer algo, corri como nunca havia corrido na vida, rápida e descontrolada.
Cheguei no quarto do hotel, liguei a banheira e me deitei. Fiquei lá por um bom tempo, até que ouvi a porta batendo. David tinha chegado. Enxuguei-me e coloquei uma camisola. Deitei ao seu lado na cama sem dizer nada. O silencio preenchia o quarto, um silencio totalmente irritante , tive que rompê-lo.
-Eu acho que você me deve umas explicações.
-Eu devo e vou. Se acomode bem, porque a historia é longa.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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