Prólogo:

Prólogo:

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Chapter 8.- Past

Seus olhos estavam profundos, como se ele entrasse no fundo do seus pensamentos para lembrar o que ele não queria lembrar.
-Tudo começou quando eu me transformei no que eu sou hoje. - disse ele olhando para mim.- Eu tinha uma família, esposa filhos, mas de um dia para o outro tudo virou de cabeça para baixo.- fiquei pensando David com uma família, como seria.-Em um dia qualquer, eu estava voltando do trabalho, mas me atrasei porque tive que ajudar a fechar as portas. Meu caminho de ir para casa, passava por uma floresta, mas nunca tive problemas antes. Tudo aconteceu tão rápido, que só consegui ver a metade da cara da pessoa que me mordeu. Ele tinha uma enorme cicatriz, cortando desde o olho até a boca. A queimação chegou, me queimando vivo. Pensei que iria morrer naquele chão, sem nenhuma gota de sangue no meu corpo. Mas o inesperado aconteceu alguém me salvou. E a suposta pessoa foi Jay. Ele deu seu sangue para mim, e me transformou em um vampiro, exatamente como eu fiz com você
-Calma ai. Você tratou mal ele hoje, se foi ele que te salvou. - perguntei indignada, por mais que o cara fosse idiota, ele tinha salvado a vida dele.
-Sarah você é muito apressada, ainda tem mais coisas. - ele se deitou, e me puxou para seus braços.
-Continuando. - ele me beijou na bochecha antes de começar de novo.- Ele me salvou, mas as vezes eu não sei se ele deveria ter feito isso. Ele me levou para a casa dele, que ficava no meio do nada. Os primeiros dias foram os mais difíceis, porque eu queria ver minha família, sair daquela casa, mas ele não deixava. Fiquei 5 dias dentro da casa, me alimentando de animais que ele trazia. No quinto dia, ele me levou a um bordel para me alimentar. Havia tantas mulheres lá, uma mais bonita que a outra, cada uma com sua beleza exótica. Naquela noite, eu mordi 3 mulheres, e desde então nunca me esqueci das suas caras amedrontadas.
-Sempre que podia, ia ver meus filhos e minha mulher. Eles cresciam a cada dia, ficavam iguais a mãe e a mim. Minha mulher, chamada Jane, se vestia toda de preto, e sempre chorava a noite, quando as crianças estavam dormindo.
-Se passaram dois anos depois da minha transformação, e dor de não poder viver com meus filhos e mulher me atormentava. Resolvi ir visitá-la e contar tudo para ela, com certeza ela iria me aceitar.
-Era uma noite de verão, que eu nunca mais vou me esquecer, porque dói muito falar dela, parece que até foi ontem. - eu sentia sua voz ficando cada vez mais fraca e desanimadora. - Enquanto Jane dormia, eu entrei em seu quarto. Acariciei seus cabelos, beijei sua bochecha. A tentação era tanta, de beijá-la de abraçá-la que o fiz. Beijei seu pescoço, esse foi meu maior erro. Seu sangue era tão saboroso para mim, que não consegui ceder. Mordi-a com voracidade e vigor. Ela despertou, e pude ver nos seus olhos a surpresa de me ver vivo, mas também pude sentir a dor em seus olhos. Com toda a força que pude juntar, larguei seu pescoço temendo que fosse tarde demais, que ela já estaria morta. E ela estava. - uma lagrima vermelha saiu do olho de David. Passei a mão em sua bochecha, enxugado-a.
-Depois disso nunca fui o mesmo. O prazer não proporcionava nada, tinha um grande vazio em meu peito. Jay me dizia que a vida era assim, nunca me dava muito apoio e eu não esperava aquilo dele. Naquela época não me importava com mais nada, nem com a vida dos outros. Com o tempo parei de viver, deixei meus cabelos crescerem e minha roupa era toda preta. - seus braços me apertaram mais, como se ele nunca quisesse me deixar ir.
-Se passaram muitos anos, com a mesma dor no peito, a dor do arrependimento. Eu estava no Canadá quando tudo mudou. Jay tinha me mandado para lá porque tinham muitas mulheres que eu nunca tinha provado. Quando cheguei, fui ao mais famoso bordel que tinha na cidade, com as melhores e mais bonitas mulheres. -disse ele pausando olhando para o teto. Será que eu era mais bonita que elas. - Claro Sarah, você é a mulher mais linda do mundo.
-Não fique lendo meu pensamento assim. Continue a historia.
- Eu estava em uma mesa, rodeada de mulheres. - sempre mulherengo.- mas elas não me satisfaziam, não conseguiam satisfazer minha sede. Subi para o quarto com uma delas. A mulher vestia um vestido vermelho, com um imenso decote em V. Seus olhos eram castanhos e muito profundos, e seus cabelos eram chamas vermelhas. Pude sentir medo emanando no ar, ela estava com medo de mim. Chegamos ao quarto e a puxei para a cama. Com movimentos rápidos tirei sua roupa. - aquilo estava se tornando quente, me abana.- Fizemos um sexo selvagem, sem sentimentos. Por final a mordi e a deixei morta na cama. Sai do quarto e me dei de cara com um homem.
- Jesse?- claro que eu já sabia a resposta e li em seus pensamentos.
-Sarah não leia meus pensamentos enquanto conto se não vou parar agora.
-Calma bebe. - disse beijando seus cabelos.- Me desculpe pode continuar.
- Como você agora sabe, eu encontrei Jesse. Ele olhou para mim, deu um sorriso e colocou a mão na boca. ‘’ Amigo está suja sua boca’’. Eu passei a mão na boca, e vi que tinha sangue nela. ’’ Obrigada’’. ‘’Bem que eu senti o cheiro’’. Eu sorri para ele. Era bom falar com alguém. Conversamos a noite toda, como se fossemos velhos amigos. Combinamos de nos encontrar em Paris um mês depois.
- O tempo me passou vim para cá, deixando Jay no Canadá. Encontrei-me com Jesse, e com ele estava mais outras pessoas. Ele me apresentou a todas, e me senti muito bem perto delas. Você deve estar querendo saber quem elas são- eu queria mesmo. - Eram Leonard Christine e Lilian e Agatha Os humanos que vivem com eles ainda não tinham nascido.- acrescentou ele, com uma voz um pouco melhor.- Eles me convidaram para morar com eles, para se juntar á família. Essa palavra eu não ouvia há tempos, ter amor, ser amado. Decidi que eu merecia uma nova vida, ser uma nova pessoa.
-Depois desse dia, devo cada segundo a eles. Minha família me tirou da escuridão e me levou para luz, me mostrando que eu ainda teria chance de viver. Eu conheci muitas mulheres no percorrer do tempo, mas nenhuma me satisfazia, nenhuma era boa o suficiente, até eu conhecer você. - disse ele me abraçando.- Eu sei que eu fui um canalha no começo, mas os homens são assim- e são mesmo-. Mas de agora em diante eu não posso viver sem você, sem seus beijos, sem seu cheiro emanado em mim. Eu te amo Sarah, e quero você para sempre comigo.
Lágrimas saíram por meus olhos, gotas vermelhas desciam pela minha branca bochecha. Aquele foi a mais bonita declaração que eu tinha recebido em toda minha vida.
-Eu te amo mais do que minha própria vida. - disse o beijando suavemente. Minha cabeça estava mil, e involuntariamente meu coração começou a bater, sem eu precisar fazer esforço, como se eu estivesse ainda viva. Por mais que eu quisesse continuar aquele movimento gostoso com meus lábio, eu tinha perguntas, e queria as respostas. Parei de beijá-lo lentamente, olhando profundamente em seus olhos. Mas antes que eu pudesse dizer algo, ele se adiantou e disse:
- Você é minha luz na escuridão.
- E você é o guia dela. - dei um beijinho em seus lisos lábios. Olhei em seus olhos verdes, e me perdi neles. Nunca pensei que um homem poderia ter tanto domínio sobre mim, com um olhar me deixar completamente insana.
-David, depois que você deixou Jay, o que aconteceu com ele?
-Eu o deixei, e nunca mais quis saber dele. Ele me salvou um dia, mas nunca me tratou como um amigo, só como um companheiro de trabalho. Ele sempre me mandava matar pessoas inocentes, então acho que devolvi o favor.
- E você nunca encontrou o homem que te mordeu? Digo, o homem com cicatriz.
Ele respirou fundo, procurando as palavras para dizer, que pareciam difíceis de ser encontradas.
-Eu o procuro desde que eu me lembre. Viajei todo mundo a sua procura, mas parece que se esconde nas profundezas do mundo. Algumas pessoas já ouviram falar dele, mas o que elas sabem não me ajuda muito.
-Amor, tenho certeza que um dia você vai encontrá-lo
-Vou sim, nem que seja a ultima coisa que faça em vida.
O abracei e coloquei minha cabeça em seu peito. David fazia um cafuné gostoso em meus cachos, enroscado seus dedos neles. Aos poucos no horizonte apareciam raios de sol, iluminando a torre Eiffel. Parecia um filme romântico, pode parecer clichê, mas eu digo que esse momento, iria ficar marcado em meus pensamentos, para a eternidade.

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Ficou meio curto, mas se eu continuasse ira estragar o momento.

5 comentários:

Lívia disse...

Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..baby eu adoro essa sua historia muito lindaaa

;D
Beijaooo

Sophie Portela disse...

aaaaaaaaaaaai meu deus que fofo esse capítulo,aaaaaaaain eu amei
séério mesmo, apaixonei *-*

Juliana Lemos disse...

wow!!!!
eu gostei, rsrsrs
pelo jeito David tomou jeito de home... vampiro!!!^^
beijos Ana!!! ah, fiz uma citação do seu nome no meu blog
bjus

Anônimo disse...

Ai amei esse capitulo,Ana!!!!
Mas agora se você quer continuar,vou te dar umas diquinhas,pois uma história tem que ser emocionante e o paraíso para sempre também não dá!!
O que eu gostaria de ver(ou ler como preferir)é uma aventura que colocasse em perigo o casal.Tipo assim,esse Jay aí tá com cara de que vai tramar alguma coisa...sei lá,uma coisa que faça com que a gente fique com as emoções a mil!

@gmonster_ disse...

eu concordo. uma caçada seria ÓTIMA!

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