Prólogo:

Prólogo:

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

- Aviso -

- ATUALIZADO -

Olá, carissimos!
Cá estou eu, Geeney, webmaster daqui para avisar da mais nova idéia da equipe guiaescuridao!
Estaremos liberando, toda meia-noite e em horários diferentes, links com cartazes especiais de cenas do livro, fotos dos capítulos, fotos dos personagens e etc!
O link permanecerá em um post provisório por uns 5 minutos, então fique ligado! Podem ser VÁRIOS links por dia!


Obrigado,
Geeney
&
Ana Kawall
- Equipe guiaescuridao

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Chapter 8.- Past

Seus olhos estavam profundos, como se ele entrasse no fundo do seus pensamentos para lembrar o que ele não queria lembrar.
-Tudo começou quando eu me transformei no que eu sou hoje. - disse ele olhando para mim.- Eu tinha uma família, esposa filhos, mas de um dia para o outro tudo virou de cabeça para baixo.- fiquei pensando David com uma família, como seria.-Em um dia qualquer, eu estava voltando do trabalho, mas me atrasei porque tive que ajudar a fechar as portas. Meu caminho de ir para casa, passava por uma floresta, mas nunca tive problemas antes. Tudo aconteceu tão rápido, que só consegui ver a metade da cara da pessoa que me mordeu. Ele tinha uma enorme cicatriz, cortando desde o olho até a boca. A queimação chegou, me queimando vivo. Pensei que iria morrer naquele chão, sem nenhuma gota de sangue no meu corpo. Mas o inesperado aconteceu alguém me salvou. E a suposta pessoa foi Jay. Ele deu seu sangue para mim, e me transformou em um vampiro, exatamente como eu fiz com você
-Calma ai. Você tratou mal ele hoje, se foi ele que te salvou. - perguntei indignada, por mais que o cara fosse idiota, ele tinha salvado a vida dele.
-Sarah você é muito apressada, ainda tem mais coisas. - ele se deitou, e me puxou para seus braços.
-Continuando. - ele me beijou na bochecha antes de começar de novo.- Ele me salvou, mas as vezes eu não sei se ele deveria ter feito isso. Ele me levou para a casa dele, que ficava no meio do nada. Os primeiros dias foram os mais difíceis, porque eu queria ver minha família, sair daquela casa, mas ele não deixava. Fiquei 5 dias dentro da casa, me alimentando de animais que ele trazia. No quinto dia, ele me levou a um bordel para me alimentar. Havia tantas mulheres lá, uma mais bonita que a outra, cada uma com sua beleza exótica. Naquela noite, eu mordi 3 mulheres, e desde então nunca me esqueci das suas caras amedrontadas.
-Sempre que podia, ia ver meus filhos e minha mulher. Eles cresciam a cada dia, ficavam iguais a mãe e a mim. Minha mulher, chamada Jane, se vestia toda de preto, e sempre chorava a noite, quando as crianças estavam dormindo.
-Se passaram dois anos depois da minha transformação, e dor de não poder viver com meus filhos e mulher me atormentava. Resolvi ir visitá-la e contar tudo para ela, com certeza ela iria me aceitar.
-Era uma noite de verão, que eu nunca mais vou me esquecer, porque dói muito falar dela, parece que até foi ontem. - eu sentia sua voz ficando cada vez mais fraca e desanimadora. - Enquanto Jane dormia, eu entrei em seu quarto. Acariciei seus cabelos, beijei sua bochecha. A tentação era tanta, de beijá-la de abraçá-la que o fiz. Beijei seu pescoço, esse foi meu maior erro. Seu sangue era tão saboroso para mim, que não consegui ceder. Mordi-a com voracidade e vigor. Ela despertou, e pude ver nos seus olhos a surpresa de me ver vivo, mas também pude sentir a dor em seus olhos. Com toda a força que pude juntar, larguei seu pescoço temendo que fosse tarde demais, que ela já estaria morta. E ela estava. - uma lagrima vermelha saiu do olho de David. Passei a mão em sua bochecha, enxugado-a.
-Depois disso nunca fui o mesmo. O prazer não proporcionava nada, tinha um grande vazio em meu peito. Jay me dizia que a vida era assim, nunca me dava muito apoio e eu não esperava aquilo dele. Naquela época não me importava com mais nada, nem com a vida dos outros. Com o tempo parei de viver, deixei meus cabelos crescerem e minha roupa era toda preta. - seus braços me apertaram mais, como se ele nunca quisesse me deixar ir.
-Se passaram muitos anos, com a mesma dor no peito, a dor do arrependimento. Eu estava no Canadá quando tudo mudou. Jay tinha me mandado para lá porque tinham muitas mulheres que eu nunca tinha provado. Quando cheguei, fui ao mais famoso bordel que tinha na cidade, com as melhores e mais bonitas mulheres. -disse ele pausando olhando para o teto. Será que eu era mais bonita que elas. - Claro Sarah, você é a mulher mais linda do mundo.
-Não fique lendo meu pensamento assim. Continue a historia.
- Eu estava em uma mesa, rodeada de mulheres. - sempre mulherengo.- mas elas não me satisfaziam, não conseguiam satisfazer minha sede. Subi para o quarto com uma delas. A mulher vestia um vestido vermelho, com um imenso decote em V. Seus olhos eram castanhos e muito profundos, e seus cabelos eram chamas vermelhas. Pude sentir medo emanando no ar, ela estava com medo de mim. Chegamos ao quarto e a puxei para a cama. Com movimentos rápidos tirei sua roupa. - aquilo estava se tornando quente, me abana.- Fizemos um sexo selvagem, sem sentimentos. Por final a mordi e a deixei morta na cama. Sai do quarto e me dei de cara com um homem.
- Jesse?- claro que eu já sabia a resposta e li em seus pensamentos.
-Sarah não leia meus pensamentos enquanto conto se não vou parar agora.
-Calma bebe. - disse beijando seus cabelos.- Me desculpe pode continuar.
- Como você agora sabe, eu encontrei Jesse. Ele olhou para mim, deu um sorriso e colocou a mão na boca. ‘’ Amigo está suja sua boca’’. Eu passei a mão na boca, e vi que tinha sangue nela. ’’ Obrigada’’. ‘’Bem que eu senti o cheiro’’. Eu sorri para ele. Era bom falar com alguém. Conversamos a noite toda, como se fossemos velhos amigos. Combinamos de nos encontrar em Paris um mês depois.
- O tempo me passou vim para cá, deixando Jay no Canadá. Encontrei-me com Jesse, e com ele estava mais outras pessoas. Ele me apresentou a todas, e me senti muito bem perto delas. Você deve estar querendo saber quem elas são- eu queria mesmo. - Eram Leonard Christine e Lilian e Agatha Os humanos que vivem com eles ainda não tinham nascido.- acrescentou ele, com uma voz um pouco melhor.- Eles me convidaram para morar com eles, para se juntar á família. Essa palavra eu não ouvia há tempos, ter amor, ser amado. Decidi que eu merecia uma nova vida, ser uma nova pessoa.
-Depois desse dia, devo cada segundo a eles. Minha família me tirou da escuridão e me levou para luz, me mostrando que eu ainda teria chance de viver. Eu conheci muitas mulheres no percorrer do tempo, mas nenhuma me satisfazia, nenhuma era boa o suficiente, até eu conhecer você. - disse ele me abraçando.- Eu sei que eu fui um canalha no começo, mas os homens são assim- e são mesmo-. Mas de agora em diante eu não posso viver sem você, sem seus beijos, sem seu cheiro emanado em mim. Eu te amo Sarah, e quero você para sempre comigo.
Lágrimas saíram por meus olhos, gotas vermelhas desciam pela minha branca bochecha. Aquele foi a mais bonita declaração que eu tinha recebido em toda minha vida.
-Eu te amo mais do que minha própria vida. - disse o beijando suavemente. Minha cabeça estava mil, e involuntariamente meu coração começou a bater, sem eu precisar fazer esforço, como se eu estivesse ainda viva. Por mais que eu quisesse continuar aquele movimento gostoso com meus lábio, eu tinha perguntas, e queria as respostas. Parei de beijá-lo lentamente, olhando profundamente em seus olhos. Mas antes que eu pudesse dizer algo, ele se adiantou e disse:
- Você é minha luz na escuridão.
- E você é o guia dela. - dei um beijinho em seus lisos lábios. Olhei em seus olhos verdes, e me perdi neles. Nunca pensei que um homem poderia ter tanto domínio sobre mim, com um olhar me deixar completamente insana.
-David, depois que você deixou Jay, o que aconteceu com ele?
-Eu o deixei, e nunca mais quis saber dele. Ele me salvou um dia, mas nunca me tratou como um amigo, só como um companheiro de trabalho. Ele sempre me mandava matar pessoas inocentes, então acho que devolvi o favor.
- E você nunca encontrou o homem que te mordeu? Digo, o homem com cicatriz.
Ele respirou fundo, procurando as palavras para dizer, que pareciam difíceis de ser encontradas.
-Eu o procuro desde que eu me lembre. Viajei todo mundo a sua procura, mas parece que se esconde nas profundezas do mundo. Algumas pessoas já ouviram falar dele, mas o que elas sabem não me ajuda muito.
-Amor, tenho certeza que um dia você vai encontrá-lo
-Vou sim, nem que seja a ultima coisa que faça em vida.
O abracei e coloquei minha cabeça em seu peito. David fazia um cafuné gostoso em meus cachos, enroscado seus dedos neles. Aos poucos no horizonte apareciam raios de sol, iluminando a torre Eiffel. Parecia um filme romântico, pode parecer clichê, mas eu digo que esse momento, iria ficar marcado em meus pensamentos, para a eternidade.

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Ficou meio curto, mas se eu continuasse ira estragar o momento.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chapter 7. - Just blood

Como eu odeio aeroportos, cheios e zonados. Ter que fazer o check-in e depois esperar ainda para entrar no avião. Mas para mim está tudo bem, porque eu vou para Paris, junto do meu amor. Soa muito romântico, não?
Nós fomos de primeira classe, muito espaçoso e confortável. David durante todo o vôo segurou minha mão, porque era extremamente difícil e delicada a minha situação. Imagine uma criancinha na frente de uma loja repleta de balas, pirulitos, chocolate, dá até água na boca; era basicamente isso o que eu estava sentindo, mas de um modo mais violento e selvagem.
Começava a ser um pouco chato e totalmente importuno, as aeromoças olhando para David, totalmente deslumbradas e praticamente babando por ele. Vinham oferecer comida toda hora, cobertor, fones; até que então eu tomei uma atitude. Soltei meu cinto e sentei no colo de David (ainda bem que todos estavam dormindo, menos as aeromoças.), e tasquei um profundo e delicioso beijo. Era preciso mostrar para as invejosas, que ele era meu homem.
Os pensamentos delas borbulhavam de inveja, porque eu que estava beijando o esbelto homem não elas. Fazer o que, na vida uns ganham outros perdem.
Acomodei-me nos Braços do meu lindo bebe, e sussurrei algumas palavrinhas que comovem muito.
-Eu te amo. -disse em uma voz fraca e suave.
David me deu um profundo beijo, como nunca tinha dado antes. Olhou em meus olhos e pronunciou alto e claro:
-Meu amor, eu te amo até o ultimo dia da minha vida.
Para não estragar o momento, fiquei nos braços dele, até que peguei no sono, tão profundo que não sonhei com nada.
Ouvi alguém me chamando, parecia a voz de um anjo, me chamando para ir ao Paraíso. Abri os olhos e era meu anjo particular. David. Abri um enorme sorriso brilhante.
-Bom dia amor.
-Bom dia minha flor. - aquilo soou tão lindo.
Fomos pegar nossas malas na esteira, e depois saímos. Haviam tantas pessoas com plaquinhas na mão, dizendo nomes estranhos. Mas nenhuma das placas continham nossos nomes, o que eu achei plenamente estranha, já que Mabelle tinha falado para nós que tinham alguém a nossa espera.
Por trás de toda aquela multidão, tinha uma mulher maravilhosa. Ela estava vestida com uma calça preta e uma blusa cinza; por cima de tudo um casaco preto e uma bota de couro. Seus olhos eram profundos como a escuridão, posso dizer que me arrepiou. David parecia estar petrificado. Claro que eu dei uma enorme cotovelada nele, para acordar, sempre é bom.
-Aii. –disse ele com dor.
-Você bem que mereceu meu bem.
A magnífica mulher se aproximou de nós, e pude sentir seu cheiro. Ela era um vampiro. David parecia saber também, mas se ele não fez nada, era melhor eu não fazer.
A morena chegou mais perto, olhando fixamente para nós. Sua mão levantou para nos cumprimentar gentilmente.
-Oi, meu nome é Sophie. Eu sou amiga da Mabelle e do Valentino. - ele disse ainda estendendo a mão.
-Olá sou David, prazer. –ele estendeu a mão e agarrou a mão dela.
-Prazer. - por finalmente eles soltaram a mão. - Eu vou levá-los ao hotel e depois vocês virão comigo á boate. Sigam-me.
Seguimos Sophie até o estacionamento. Obviamente o carro dela era um carrão de puro luxo. Nada mais que nada menos, uma Chrysler 300c preta. Realmente era de dar água na boca.
Seguimos pelas ruas maravilhosas. Vi tantas marcas famosas nas lojas de rua, com certeza iria passar em uma delas. De longe avistei a torre Eiffel, tão linda e tão maravilhosa. Pude ver que eu era a única surpresa, porque os outros estavam tão calmos e sérios.
Paramos em frente de um hotel enorme, chamado HÔTEL SEZZ. Haviam muitas sacadas, com varias flores escravas no mármore bege. Dentro era ainda mais magnífico e deslumbrante, com paredes brancas com quadros pregados nelas; em muitas paredes tinham vidros em vez de cimento. Eu, David e Lilian sentamos em um sofá vermelho, enquanto Sophie falava com a recepcionista em francês.
Fomos levados ao nosso quartos. Eu ficaria com David em um quarto e pela sorte de Lilian, ficaria só com um para ela. Sortuda. Porque se ela ficasse no mesmo quarto que nós, coitada dela. Nossos quartos era um do lado do outro. Antes de entramos nos quartos Sophie falou:
- Daqui duas horas, uma limusine irá pegar vocês. Se arrumem para a noite, porque ela vai ser longa.
Balançamos a cabeça e então ela se foi. Já disse como ela é seca? Trata-nos como ela fosse À superior. Talvez ela seja.
Quando eu abri a porta do quarto, minha boca caiu no chão. Tinha uma cama no centro do quarto, atrás da cama tinha um armário bege enorme; do lado oposto do armário, tinha o banheiro que era ainda melhor, com portas de vidro possibilitando ver o banheiro do quarto. O que eu achei mais incrível foi a banheira, que era extremamente enorme e perfeita. E uma coisa útil que não se pode esquecer a TV, que era de plasma. Da janela tinha uma belíssima vista para a torre Eiffel. O que podia ser melhor, eu estou em Paris com meu amor. Antes minha vida era entediante, agora ela parece um filme romântico.
Uma festa, quanto tempo eu não vou a uma. Abri minha mala, e tirei um vestido preto tomara que caia, com uma faixa vermelha na cintura. Os sapatos eram de verniz, vermelhos como a maçã da branca de neve. David tirou da mala, uma calça jeans e uma blusa pólo, muito estiloso meu bebe
-Você vai ficar um gato nisso meu amor.
-É eu sei. - disse convencido como sempre
David tirou um caixinha da sua mala, ela era fechada por um laço dourado. Ele se aproximou de mim com elas nas mãos. Meus pensamentos ficaram confusos, mas pretendi apagá-los, para David não tentar lê-los.
-Te dou isso, para que cada dia que você olhe para ele, você lembre que meu amor a cada dia cresce por você.
Dei-lhe um grande beijo. Nunca ele tinha me dito tão lindas palavras como essa. Meu amor por ele crescia a cada dia, e iria crescer até o infinito.
Quando separei meus lábios do dele, David me entregou a pequena e preciosa caixinha preta. Abri-a com o maior cuida que pude, porque um deslize iria esmagá-la em mil pedacinhos. Dentro dela havia uma rosa de ouro, perfeitamente esculpida e detalhada.
-Eu simplesmente amei. -disse.
Ele colocou em meu pescoço delicadamente. Seus lábios roçavam em meu pescoço. Isso era totalmente sacanagem, assim minha greve não iria durar nada.
-Que tal agente tomar banho naquela enorme banheira?- disse David.
Tomar ou não tomar, eis a questão. Que dúvida cruel paira em meus pensamentos. Claro, o que eu tenho a perder?
-Claro meu amor.
Ele me pegou no colo e levou- me ao banheiro. Tirei minhas roupas enquanto ele tirava as suas. Ele olhava fantasiado para mim.
-Já te disse como você é gostosa? –disse ele passando a língua pelos lábios.
-Não precisa dizer, eu sei que eu sou. - disse convencida que nem ele.
Liguei a água da banheira entrei. David voltou para quarto e pegou o telefone e começou a falar com alguém.
Afundei-me no pouco de água que tinha, esperando David voltar. Cinco demorados minutos depois ele voltou, com uma garrafa na mão.
-Como você conseguiu sangue?
-Tenho meus contatos.
Ele entrou na banheira junto comigo. Bebi vários goles de uma vez, era tão gostoso aquele liquido descendo por minha garganta. Quase bebi a garrafa inteira, mas lembrei que David também precisava beber.
-Sabe querida, lembra daquela greve idiota. - ele começou a subir as mãos para minhas costas. - Eu acho que devemos aboli-la. - disse me beijando.
Que se dane a greve, essa regra maldita que eu criei. Vamos quebrar as regras, porque o errado sempre é mais gostoso, como é.
Seus lábios desceram para meu pescoço, dando pequenas mordidas, até que uma foi bem forte. Ao mesmo tempo da dor, vinha uma sensação de puro prazer, que me deixou completamente em outro mundo. Senti seu membro me penetrando vorazmente. Aquela sensação era a melhor que eu senti em toda minha vida. Ambos soltávamos gemidos de puro prazer. Chegamos ao ápice juntos.
Tomamos banho juntos, aproveitando o resto do tempo que nos restava antes da festa. Definitivamente aquele foi o melhor e mais prazeroso sexo que eu tinha tido na minha vida.
Enrolei-me em uma toalha branca, que estava pendurada do lado da banheira. Enquanto David permanecia dentro da banheira, eu me troquei, colocando meu charmoso vestido. Maquiagem não era necessário, porque beleza era o que não faltava em mim.
Quando David saiu da banheira, fiquei fitando ele, vendo cada músculo desenvolvido, e posso dizer que ele é bem dotado, é bem grande o instrumento dele.
-Meu deus, você está linda, uma deusa. -disse ele me dando um beijo na testa.
-Obrigada. Agora comece a se trocar, se não vamos nos atrasar.
David colocou sua roupa, que caiu como uma luva nele. Aquele seu perfeito cabelo bagunçado, mesclado de mechas castanhas claros com um puro preto. Seus olhos azuis, a minha imensidão azul particular.
-Meu amor, você também não esta de se jogar fora.
-É eu sei que eu sou lindo, não precisa ficar levantando meu ego.
-Exibido. - virei de costas
-Mas mesmo assim você me ama. -disse me agarrando por trás.
-Sim querido.
Saímos de mãos dadas pelo corredor do hotel, até chegar ao quarto de Lilian. Pude ouvir mais de uma voz no quarto, uma voz de homem. O que será que ela estaria aprontando. Bati na porta suavemente, para não acordar o hotel inteiro. Segundos depois ela veio abrir a porta. Somente com a cabeça na abertura da porta ela falou:
-Só um minuto, vou pegar minhas coisas.
Exatamente cinco minutos depois ela apareceu na porta, extremamente elegante com seu vestido rosa, com sandálias pretas. Ao seu lado, ela era acompanhada por um homem esbelto. Seus cabelos eram cacheados e ruivos, uma estranha e perfeita combinação. Robusto com seus músculos aparecendo pelas curtas mangas de sua pólo. Pude perceber por seu particular cheiro, que ele era um de nós.
-Quanto tempo Jesse. - disse David cumprimentando o homem. Eles pareciam ser amigos de longa data.
-Vocês já se conhecem?- perguntei curiosa.
-Jesse é um velho amigo, que me salvou da escuridão. Eu devo muito a ele. Sempre foi meu companheiro de caçada.
-Bons tempos aqueles.
-Sim meu caro.
Os dois começaram a conversar, feito duas crianças. Era tão bonito ver David sorrindo com seu velho amigo. Eu e Lilian nos afastamos dos rapazes, deixando eles entrarem no elevador primeiro.
-Vocês não vem? - perguntaram os dois em uníssono.
-Vão primeiro, nós já descemos.
-Mulheres. - disse David. - Sempre fofocando.
Os dois desceram pelo elevador, enquanto esperávamos. Virei para Lilian e levantei a sobrancelha.
-O que você quer saber?
-Você sente algo por ele?- perguntei. Seus olinhos meio que brilharam ao ouvir essa pergunta.
-Eu venho me comunicando com ele há alguns anos. E foi uma coisa muito boa vir pra cá, porque eu sabia que ele estava aqui. Ele estava me contando, que talvez ele volte conosco para a Inglaterra.
-Que bom. Eu só quero que você esteja feliz.
-Eu estou.
O elevador chegou e entramos nele. Dentro tocava aquela musica clichê que sempre toca em elevadores. Os meninos nos esperavam do lado de fora do Hotel, na frente da enorme limusine. Fiquei completamente feliz ao entrar nela, além de ser linda e maravilhosa por dentro, era minha primeira vez dentro de uma.
Dentro de uma caixa de isopor vermelha, contendo duas garrafas de sangue dentro delas. Amarrado ao cano da garrafa tinha um cartão preto, escrito com uma bonita caligrafia.
Queridos amigos,
Essas duas garrafas são meu presente de boas vindas para vocês. Aproveitem
Sophie L

Colocamos o líquido em taças e bebemos a vontade. Sophie tinha acertado em cheio nos dando essas garrafas, porque não seria bom matar alguém na boate.
De longe pude ouvir o barulho da boate. Havia uma fila extremamente grande na entrada, mulheres e homens muito bonitos. O nome estava escrito em um néon vermelho: JUST BLOOD. Meio hilário não? Realmente era um boate de vampiros.
Saímos do carro, e todos os olhinhos humanos nos olharam, parecia que nós brilhávamos. Sophie nos esperava na porta, com um tubo preto e uma sandália preta, com uma enorme rosa. Ela estava essencialmente linda.
-Boa noite. –disse ele em um tom de voz agradável.- Jesse como você vai? Não sabia que você estava em Paris.
-Eu vou ótimo obrigado. Eu cheguei há alguns dias para resolver alguns negócios na cidade.
-Bom, sejam bem vindos a Just blood. – ela disse nos entregando umas pulseiras pretas, com varias gotinhas vermelhas. Não sei como os humanos não perceberam um bando de cabeças ocas.
‘’É agora que a noite começa’’ pensou David.
‘’A noite é uma criança’’
Entramos na boate, completamente lotada, sendo eufórico e sufocante. Segurei no braço de David, enquanto Lilian e Jesse sumiam pela multidão. A musica que tocava, tinha uma batida boa, e animadora. Puxei David pra dançar. Virei de costas e ele me agarrou por trás. Ficamos acompanhando o ritmo da musica com nossos corpos, intercalados por beijos. Estar naquele êxtase com ele era uma coisa nova, totalmente boa.
‘’Você está me deixando louco por você’’
‘’Essa é a intenção’’ porque sempre é bom matar alguém de prazer.
Segurei em suas mãos e o levei para área VIP, que se encontrava atrás de uma porta dourada. Só ouvia pensamentos das pessoas invejosas.
‘’Como essa vadia e o bonitão conseguem entrar na área vip? Era eu que deveria acompanhá-lo’’
‘’Que gostosa aquela mulher, se não tivesse aquele cara com ela pegava fácil’’
Pensamentos completamente ridículos. Nem nos seus sonhos garoto que eu trocaria um deus por um simples humano.
Passamos pela porta dourada, seguindo por uma escada que levava há uma sala, com o ambiente completamente diferente. Dentro tocava uma música mais suave, com um cheiro de humanos, mas misturados com de vampiros. Havia um uma janela, que dava para observar as pessoas na pista. Em um sofá havia várias mulheres em cima de um homem, e assim acontecia em todos os sofás da sala. Havia um bar, com muitas garrafas vermelhas, que corri para pegar uma taça.
-Boa noite senhorita. Nem precisa falar porque eu sei o que você quer.- ele encheu duas taças de sangue.- Aqui está, por conta da casa.- entregando para mim e para David.
Encontramos um sofá vazio, e graças a deus sem nenhuma humana idiota pra atrapalhar. Deitei nos braços de David , enquanto aproveitava meu manjar dos deus (depende do ponto de vista).
A música começou a ficar entediante, por mais que eu gostasse de sangue, eu tinha bebido tanto sangue, se eu tivesse bebido álcool eu estaria de pileque agora. Parecia que David não estava muito feliz também, logo mandei um pensamento.
‘’Amor, você acha que podemos ir embora? ‘’
‘’Vou para onde quiser’’
Descemos a escada e voltamos para a multidão. Avistamos Lilian e Jesse dançando calorosamente, rolava muita química entre eles. Eles nos viram, e acho que se Lilian pudesse corar, ela estaria agora.
-Gente estamos indo embora.
-Ah porque? Fiquem mais um pouco.- disse Lilian entusiasmada.
-Por hoje chega.- disse David.- Nos vemos no hotel.
-Tchau cara.-disse Jesse , dando uma braço em David.- Tchau Sarah.- me beijou na bochecha.
-Tchau pessoal.
Nos afastamos deles, e fomos para a saída. Lá fora ainda havia uma enorme fila, dobrando o quarteirão. Nós afastamos da movimentação, porque eu sabia o que David queria, apostar uma corrida.
-Amor, quando eu contar já, agente começa a correr.
-Ok minha bonequinha.
-Você anda muito meloso.- ele olhou com uma cara pra mim.- Desculpe, só disse a verdade.
-Ta bom gata.
-Um, dois, três e.- antes que eu pudesse pronunciar o J, apareceu um vulto em nossa frente. Era um homem, com cabelos até o ombro, com olhos azuis com o olhar de arrepiar. Ele se vestia estranho, como se estivesse em outro tempo.
-Quanto tempo meu caro David.- disse o homem em uma voz sombria.- Pelo visto você cortou seu cabelo.
-Vamos.- disse David me puxando pelo braço.
-Você faz isso com seu amigo? Foge dele?
-Você não é mais meu amigo.
-Vocês se conhecem?.- amigos? Ele e David não pareciam em nada.
-Infelizmente conheço. Jay faz parte da minha vida sombria, que eu já esqueci.
-Que parte?.- ele escondeu algo de mim?
-Você não contou pra ela? Quanta confiança ele tem em você.
-Já disse, eu esqueci a parte inútil da minha vida.
-Eu adoro lembrar os velhos tempos, que tal caçarmos algumas mulheres por ai.
-Vê se me esquece. - gritou David.
-Você e sua família, irão pagar caro por não vender a boate para mim. E você irá pagar mais caro, me espere.- e até para meus olhos Jay foi rápido,rápido como o vento.
Ficamos parados, um de costas para o outro. Porque ele nunca tinha me contado? Eu fazia parte da vida dele e eu gostaria que ele compartilhasse as coisas comigo. Antes que ele pudesse dizer algo, corri como nunca havia corrido na vida, rápida e descontrolada.
Cheguei no quarto do hotel, liguei a banheira e me deitei. Fiquei lá por um bom tempo, até que ouvi a porta batendo. David tinha chegado. Enxuguei-me e coloquei uma camisola. Deitei ao seu lado na cama sem dizer nada. O silencio preenchia o quarto, um silencio totalmente irritante , tive que rompê-lo.
-Eu acho que você me deve umas explicações.
-Eu devo e vou. Se acomode bem, porque a historia é longa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Chapter 6.-So what.

Meu coração não podia bater,mas eu conseguia sentir ela despedaçado.Cada vez que eu passava pelo corredor,e via ele com aquela piranha desgraçada,meu coração era triturado e amassado.Como eu posso ser tão burra em ter me apaixonado?
Por finalmente a última aula do meu dia torturante havia chegando ao final.Sentei no meu lugar usual e meu companheiro sentou do meu lado.Jason estava com um sorriso enorme no rosto.Claro,ele iria sair com uma das beldades da escola.Com meu corpo escultural,meus lindos cabelos encaracolados –castanhos naturais- e com olhos cor de mel.Quem resistiria?
-Oi Sarah.-disse Jason dando um beijinho na minha bochecha.
-Oi querido.-já disse que adoro apelidar as pessoas?Ele que me espere,outros estão por vir.
Com aquele deus humano me olhando a cada segundo,não consegui prestar muito a tensão.Aquele cheiro de cereja me encantava.Porque quando humana,minha fruta preferida era cereja,eu gostava de comer todo os dias.Opa,mas esse ai eu não vou comer nenhum dia.
Toca sinal,toca sinal.Tocou.Quase berrei de alegria.Estava louca para ir embora.Na certa amanha e nem depois iria na aula.Me despedi de Jason e corri para o carro.Deixei um bilhete no para brisa,avisando que eu iria correndo pra casa.Nasci com pernas,vou usá-las.
Obviamente cheguei em casa antes de qualquer um chegar.Subi para meu quarto e me tranquei lá.Liguei o computador e logo coloquei uma musica que parecia muito com a minha situação.So what da Pink.
Levantei da cadeira e comecei dançar,deixei a musica que guiar.As notas musicais entravam em mim e me remexiam.Cada movimento me descontraia e me alegrava.
E daí,se ele é um canalha,mas eu amo ele, e de qualquer jeito vou conseguir ele.Mesmo que eu tenha que matar alguém –brincadeirinha.É claro se for necessário eu vou fazer tudo possível.
Meu celular tocou e graças a minha audição incrível eu ouvi.Como eu ainda não tinha o celular de ninguém,não sabia quem era,mas mesmo assim atendi.
-Alô.Quem fala?.-perguntei.
-Sou eu bobinha,Lilian
-Ah,oi.
-Então,eu vou para casa de uma amiga estudar.Mabelle acabou de me ligar e falou que os dois irão viajar e só voltam amanha.David já deve estar indo para casa.Aproveite.
-Como se fosse rolar algo.Ele ta de rolo com uma piranha.
-Não mais.Ele deu o maior fora nela hoje.
-Serio?Bom pra ele.-falei curta e grossa
-Sarah,eu sei que você gosta dele.
-Bom estudo.Beijos
-Beijos maninha.-e ela desligou.
Desci para cozinha e procurei uma agenda com o número de David.Qual seria a desculpa que eu inventaria para ele se atrasar,para eu fazer a surpresa?Já sei.Disquei o número rapidamente.
-Alô David?
-Oi Sarah.
-Eu posso te pedir um favor?
-Você poderia ir no correio,comprar um selos pra mim?É que eu vou mandar uma carta pra minha mãe.-Eu ia mandar mesmo,então ele leria o meu pensamento e acreditaria.
-É longe,você quer que eu vá mesmo?
-Sim por favor.-falei com uma voz de coitadinha.
-Ok.Agente se vê daqui uma hora.
-Obrigado chuchu.-e desliguei antes que ele pudesse falar algo.
Subi,vesti uma roupa preta,com uma bota.Coloquei um óculos e sol preto e desci para cozinha novamente.Peguei duas garrafas vazias e fui para o meu carro.
Passei por várias ruas,analisando o pensamento de cada um que passava.Até que um me chamou a atenção.Era um homem moreno,com roupas um pouco desgastadas e feias.Seus pensamentos me deixaram bastante atenta.
‘’Tudo programado.Vou ficar escondido no beco,á noite.Se qualquer mulher gostosa passar,vou agarrá-la,roubar tudo que ela tiver’’
O resto do pensamento foi nojento,melhor nem comentar.Meu alvo estava marcado.Minha primeira caça se inicia agora.
Parei o carro um pouco atrás do homem. Desliguei, o observei um pouco, peguei as duas garrafas, pus na bolsa e sai. Fui andando atrás dele, até que consegui passar em sua frente.Olhei para trás e dei um olhar sexy e matador. O pobre coitado deu um sorriso malicioso. Entrei em um beco que tinha perto e ele me seguiu. Fui até o final dele e parei.
-Ei gatinha, tudo bom?
-Melhor agora que eu vou comer.
Peguei o pescoço do homem antes que ele pudesse correr. Para ser menos indolor para ele, torci o pescoço indicando que estava quebrado. Mordi seu pulso e coloquei a garrafa em baixo. Por o pulso sangrar muito encheu as garrafas rapidamente.
Com duas garrafas cheias, corri para o carro, antes que alguém me visse. Fiz o maior esforço do mundo para não beber aquelas garrafas sozinha. Para diminuir minha sede bebi um gole, que quase levou a garrafa inteira.
Cheguei em casa e corri para o quarto. Ótimo,ainda tenho meia hora. Tomei um banho e coloquei um vestido. Ele era roxo,bem curto e com um enorme decote em V. Junto ao vestido,uma sapatilha branca,para deixar um contraste.
Desci e arrumei a mesa, com uma toalha branca, com velas e com duas taças de cristal. Coloquei as duas garrafas na mesa. O sangue já estava começando a ficar fora do ponto.
Ouvi o carro chegando. Bem na hora David. Limpei meus pensamentos, pensei em flores, uma praia ensolarada, eu e David nela nos beijando, sexo. Merda,mude de pensamento logo.
David entrou pela porta, com um saquinho e uma caixinha na mão. Ao me ver, ele abriu um sorriso e seus olhos verdes brilharam.
-Me belisque,eu estou sonhando.
-Não bobinho, eu sou de carne e osso. -disse piscando.
-Eu trouxe isso aqui para você. -disse ele entregando o saquinho e a caixinha. -Um são os selos que você me pediu e o outro eu espero que você goste
É claro que eu abri a caixinha.Quando abri,quase cai para trás.Era um colar com um pingente escrito Sarah,com pequenos diamantes rodeando cada letra.Morri e voltei.
-É lindo,eu amei.
-Que bom que você gostou.Deixe-meeu colocar em você.
David pegou o colar e colocou meu pescoço, aproveitando para roubar um beijo. Respondi, deixando nossas línguas se moverem freneticamente. Durou por bastante tempo, mas resolvi parar antes que desse em algo mais.
-David, também tenho um presente para você. Está ali na mesa. -ele olhou e sorriu.
-Bem que eu senti o cheiro de sangue.
Fomos para a mesa. Ele pegou sua garrafa cheia, e eu o que restava da minha. Enquanto nós bebíamos,ele olhava e sorria para mim.
‘’Adorei a sua surpresa’’
-Que bom que gostou.
Foi tudo tão rápido, que até eu fiquei confusa. Ele pulou em mim, beijando loucamente. Carregou-me no colo e me levou para o quarto. Chegamos lá e deitamos na cama. Um beijo vem,um beijo vai,uma mão passa e apalpa. Uma mão? Esqueci estou de greve.
-David, se esqueceu?Minha greve.
-Ainda com a greve? Não quer vir trabalhar aqui em mim?
-Greve, significa greve.
-Ok, eu aceito.
-Você aceita? Desde quando você ficou bonzinho?
-Desde que eu conheci você.
-Ah que fofinho bebe. -disse para irritá-lo
David fechou a cara para mim, parece que funcionou.
-Sabia que você fica lindo quando fica bravo? -disse imitando ele.
Roubei um beijo dele. Liguei a TV e resolvi assistir nos braços dele. Estava passando bob esponja, eu adoro desenho animado. Senti o peito de David tremer, e risadas começaram a sair por sua boca.
-Sarah,não acredito no que eu estou vendo.
-Eu gosto ta.
-Ok,enquanto você fica vendo ai eu vou tomar banho e já volto.
Seus lábios encostaram em minha testa e ele se levantou. Já disse que a bunda dele é sexy?Pois é.
Assisti um pouco mais de TV depois que ele saiu. Fiz minha lição, como uma exemplar aluna. Vesti um pijama solto e fresquinho. Sentei na cadeira em frente ao computador e entrei no MSN. Lilian estava online e logo falou comigo.
Li D: Oi Sarah, tudo bom?
Sarinha:Tudo sim e com você?
Li D:To ótima. Como você já sabe, você e David tem a casa toda para vocês. Só por favor não usem o meu quarto, quero continuar morando lá.
Sarinha: Como você pensa besteira. Onde esse mundo vai acabar?
Li D: Não apronte muito ein?
Sarinha: Vai estudar vai Lilian, se não vou te mandar pra outro lugar, não muito agradável.
Li D:Também te amo.
Desliguei o computador. Fiquei pensando como seria sexta no cinema. Agora que eu e David estamos juntos de novo (eu acho) eu não posso beijar outro homem. Eu vou sair como Jason, mas só como amigos. Deitei na cama e me perdi nos meus pensamentos insanos e loucos. Acabei pegando no sono.
Senti um carinho gostoso em meus cabelos. Abri meus olhos para descobrir o que eu já sabia. David brincava com minhas mexas de cabelo, como uma pequena criança. Ele estava realmente deslumbrante com apenas de cueca, iluminado pela luz do luar.
-Desculpe amor, não queria te acordar. -disse me dando um beijo em minhas maçãs do rosto.
-Sem problemas. -devolvi o beijo. -Sabe faz muito tempo que eu não vejo TV, com alguém juntinho, você topa?
-Claro querida. Mas é uma pena que não podemos comer pipoca. Podemos tentar fazer outra coisa no lugar da pipoca.-ele deu aquele sorrisinho de safado e eu apenas fingi de ignorante.
Liguei a TV e me acomodei nos braços de David. Assistimos o amor não tira férias. O meu amor também não tira.
Meus olhos queriam se fechar novamente. Mas para que dormir? Eu tinha meu deus ao meu lado e aproveitar aquele momento era o que eu queria. Então vamos aproveitar.
Encostei meus lábios ao de David, começando um profundo e delicioso beijos; que se transformou em um beijo urgente e caloroso. Minhas mãos acariciavam seus cabelos,enquanto suas mãos passavam pela minha coxa.David passou seus lábio por meus pescoço,mordendo suavemente, porque sangue naquela hora não seria muito bom.
- Ah isso é tortura. - gemi baixinho.
-Por isso que eu vou continuar. – ele deu mais beijos em meu pescoço me deixando totalmente.
O maldito telefone tocou. Realmente, se o telefone não tivesse tocado eu iria romper fortemente aquela greve.
-Alô, quem fala? –disse.
-Sou eu querida, Mabelle.- sua voz estava preocupada e estranha.
-Oh, desculpas não sabia que era você. Posso ajudar em algo?
-Como você e David devem saber, eu e Valentino temos redes de boates em todo o mundo, junto com Leonard e família. Iríamos vender uma de nossas boates para outro vampiro,chamado Jay. Esse homem é um poderoso vampiro, que por ter esse poder acha que é dono de tudo. Ele ofereceu a metade do que combinamos e é claro que não aceitamos; porque uma boate enorme e ainda por cima em Paris, tem que custar caro.-ela pausou, parecendo que não queria continuar.- Por ser realmente ganancioso, Jay quer a boate de qualquer jeito, mesmo que tenha que nos matar. Eu e Valentino estamos indo para os EUA resolver uns assunto com amigos, para nos ajudar. Enquanto isso, peço que você,David e Lilian venham para Paris para segurar as coisas. Comprem as passagens e terá alguém esperando por vocês.Alguma pergunta.
O meu deus eu vou para Paris, meu sonho vai ser realizado, e é claro que eu vou concordar.
-Não nenhuma.
-Então nos vemos em breve.
Ela desligou o telefone, e a linha ficou muda. Estava sendo difícil acreditar que eu iria para Paris, o pais da moda.
-Então nos vamos a Paris mon amour. - disse David beijando minha cabeça. Mas eu senti um pouco de preocupação em sua voz. Tentei ler seus pensamentos, mas parecia que ele não queria me deixar lê-los.
-Ligue para Lilian, porque eu vou arrumar minha mala, porque meu bem, Je vais à Paris.

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Je vais à Paris.=Eu vou para Paris

Yeah, well done

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